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tenho medo de ficar só, comigo – por isso durmo; durmo pra flanar o espírito pelas névoas oníricas, durmo pra apagar o corpo que queima por trás da retina; tenho tantos livros na cela em que me encontro, carregando minhas prateleiras de caçadores de coelhos, becos de Goiás, memoriabilias beirando o inteligível, mosaicos e colagens de almas sem corpo em visita ao planalto, dias de festas, Rosários, Remédios, Úrsulas e Amarantas, vi nuvens cinzentas em dias de céu claro, esperas intermináveis, amores nascidos da morte e do deserto, Iniciei mil vezes o diálogo. Não há jeito. Tenho me fatigado tanto todos os dias, vestindo, despindo e arrastando amor, infância, sóis e sombras.
mais de s. em: por doses de s
4 COMENTÁRIOS |:
Uau!! Gostei!!
Imagino sentir tal medo. Apenas imagino, pois o verdadeiro sentir é sempre ímpar, mas pluralizado pelos outros.
deixei algo especial para vc no meu blog >>
Belos textos, talento enorme! Não sei porque diabos sonhei contigo a noite inteira. Não faça mais isso, ok? ^^
alguém, que não a conhece tão bem
mas que certamente a tem
como alumbramento da perfeição
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