sexta-feira, 13 de maio de 2011

Poema para fotografia de Ana C. César

Calçada
Ao som de
–. pássaros

Uma mulher
.abre a porta
& desnudece

________O tempo

Com a mesma leveza com que
Os ares a beijaram
________Once

So blue, little girl,
So blue


Lady Lazarus
Com rosto de milagre ambulante
- & olhos carcomidos


Algumas vezes
Things just get wrong
& o ínfimo resiste afanando

________As Horas

Always -the hours
Angústias; ásperas luvas
A te afagarem a nuca


- Dispa as luvas, little girl,
Descanse agora

Durma teus sonhos de menina-
________________............._cinza

7 COMENTÁRIOS |:

Por que você faz poema? disse...

Ana C.
ainda me encanta.

Long Haired Lady disse...

desnudar-se é tão dificil quanto entregar-se...

Negresco Envenenado disse...

Triste e por isso belo.

Úrsula Avner disse...

Oi Leila, que bonito poema, com metáforas ricas e um tema intimista que atrai... Grata por seu carinho lá no Maria Clara ao comentar o poema " Tear "... Seja sempre bem vinda aos meus espaços poéticos.Bj.

Priscila Lopes disse...

nossa, adoro Ana C. e Caio Fernando Abreu.

sublime. e tenso.

Vanessa S. disse...

Tem pessoas que não aguentam as horas, as horas depois das horas... o peso de continuar nesse mundo.

Adorei o poema! Beijos da sua Vanessão!

Vanessa S. disse...

Tem pessoas que não aguentam as horas, as horas depois das horas... o peso de continuar nesse mundo.

Adorei o poema! Beijos da sua Vanessão!

"Nomear é possuir, controlar. Pela atribuição do nome, aquilo que antes parecia vagar desprendido de qualquer função e comprometido apenas com uma potência de sentido incerto é trazido para junto de uma ordem, de um poder – de uma violência. Nomeamos a “nuvem”, por exemplo, e assim nos confortamos com o pretenso controle que exercemos sobre essa coisa informe, que logo muda e às vezes some, como as coisas que estão continuamente em trânsito: aquilo lá no céu, vejam, é uma nuvem, certamente, e o mundo parece encontrar alguma paz em meio ao acaso."
Artur de Vargas Giorgi

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