quinta-feira, 5 de maio de 2011

In aeternum

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Não pise nas persianas!
(O chão é feito delas)
Mas as paredes ainda têm
Tijolos e argamassa

Não pise nas persianas!
- Se não quiser cair

Permaneça das escadas
Subindo e descendo
Como um hamster engaiolado

Grande tolo animal girando, girando
Pelos degraus
__________degraus
_______________degraus
____________________degraus

Quer manter agora a rota?
Permanecer na horizontal?
Caminhe então sobre as persianas
(Faz bem chegar a algum lugar)

- Entre elas, pelas frestas,
Vê-se o fosso de 20 andares
Em queda

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____________________________________________________________
LIVRE
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Quer tentar?

O descer/subir se fundem,
Na síntese atemporal das escadas,
Sabe alguma coisa sobre o tempo-espaço
Nesse seu labirinto obscuro de retas circulares?

Pequeno hamster engaiolado
Menino tolo girando, girando...

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2 COMENTÁRIOS |:

tresporquatro disse...

Me senti num quadro do Escher!!!

Ataualpa Pereira disse...

Mais brincadeiras cinéticas, gosto muito disso.

"Nomear é possuir, controlar. Pela atribuição do nome, aquilo que antes parecia vagar desprendido de qualquer função e comprometido apenas com uma potência de sentido incerto é trazido para junto de uma ordem, de um poder – de uma violência. Nomeamos a “nuvem”, por exemplo, e assim nos confortamos com o pretenso controle que exercemos sobre essa coisa informe, que logo muda e às vezes some, como as coisas que estão continuamente em trânsito: aquilo lá no céu, vejam, é uma nuvem, certamente, e o mundo parece encontrar alguma paz em meio ao acaso."
Artur de Vargas Giorgi

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