1.
Onde você estava
Quando eu enlouqueci
E você não veio me salvar?
.
2.
Um chão
Um porto
Um cais, que seja,
Dos mais fracos
Uma bóia, talvez
Você não veio
Nem soube ser
.
3.
Tudo aqui acontece:
NO ESPELHOSORORROH
Do terceiro-olho
O que está aqui dentro
É esse reflexo aí
Incompreendido
.
4.
(Se o reflexo pende,
O espelho desaba).
.
5.
& você não veio
Não soube ser
Nem dar
Eu mesma juntei pedaços
Cacos do meu mosaico
,disforme & monocromático
(Um espelho quebrado
Traz sete vidas de azar.)
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"Nomear é possuir, controlar. Pela atribuição do nome, aquilo que antes parecia vagar desprendido de qualquer função e comprometido apenas com uma potência de sentido incerto é trazido para junto de uma ordem, de um poder – de uma violência. Nomeamos a “nuvem”, por exemplo, e assim nos confortamos com o pretenso controle que exercemos sobre essa coisa informe, que logo muda e às vezes some, como as coisas que estão continuamente em trânsito: aquilo lá no céu, vejam, é uma nuvem, certamente, e o mundo parece encontrar alguma paz em meio ao acaso."
Artur de Vargas Giorgi
Artur de Vargas Giorgi
2 COMENTÁRIOS |:
Menina, me encantei definitivamente com seus atritos aqui. palavras armadilhas são demasiadamente perigosas...
estarei sempre a cair em tentação.
um carinho.
mell
Olhei no teu espelho
refletiu brilho de raro matiz.
Bom catar teus cacos de devaneio.
=)
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