quarta-feira, 23 de março de 2011

Sylvia,*


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O tempo deles não chega para todas
Nós

Desatam-se nos romances mais óbvios
Os sofrimentos unidos pelo acaso
(Mas tem um quê de cômico
A facilidade com que se dissolvem esses laços)

O cômico é também triste
E nada em ti é simples

(Tens à noite o hálito das mariposas)
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4 COMENTÁRIOS |:

tresporquatro disse...

[Tens à noite o hálito das mariposas]

Soou alguma coisa de Manoel de Barros?

Excelentes letras!

tresporquatro disse...

Na verdade, este blog é por conta do RPG (pois é, eu não superei minha adolescência e continuo sendo nerd!!!) e eu ganho pontos por ter um blog dedicado a isso. O outro blog é menos sério, onde posso escrever sem muito compromisso com nada. :)

tresporquatro disse...

Em tempo: não conhecia a poetisa... vou buscar alguma coisa pra ler.

Ataualpa Pereira disse...

Tênue linha o que separa a comédia da tragédia.

Belas linhas.

Abraço.

"Nomear é possuir, controlar. Pela atribuição do nome, aquilo que antes parecia vagar desprendido de qualquer função e comprometido apenas com uma potência de sentido incerto é trazido para junto de uma ordem, de um poder – de uma violência. Nomeamos a “nuvem”, por exemplo, e assim nos confortamos com o pretenso controle que exercemos sobre essa coisa informe, que logo muda e às vezes some, como as coisas que estão continuamente em trânsito: aquilo lá no céu, vejam, é uma nuvem, certamente, e o mundo parece encontrar alguma paz em meio ao acaso."
Artur de Vargas Giorgi

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