quinta-feira, 17 de março de 2011

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Naquele dia você acordou estranha
E achou que talvez fossem apenas sonhos ruins
Hoje você sonhou com a sua mãe
E ela pedia para que você achasse algo
Um abridor de garrafas - se não me engano
(Eu me engano com frequência, você sabe)
Mas você não achava, por mais que procurasse
– Levantando colchões de crianças,
Ou pedindo desesperadamente para o dono da padaria
Olhar sob o balcão –
Você não conseguia encontrar
& as garrafas permaneciam fechadas, atadas
& seus líquidos inatingíveis por detrás do vidro translúcido
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1 COMENTÁRIOS |:

Hélio Netho; disse...

a prisão de nossos alvos nos fazem correr mais ou desistir, basta escolher.

"Nomear é possuir, controlar. Pela atribuição do nome, aquilo que antes parecia vagar desprendido de qualquer função e comprometido apenas com uma potência de sentido incerto é trazido para junto de uma ordem, de um poder – de uma violência. Nomeamos a “nuvem”, por exemplo, e assim nos confortamos com o pretenso controle que exercemos sobre essa coisa informe, que logo muda e às vezes some, como as coisas que estão continuamente em trânsito: aquilo lá no céu, vejam, é uma nuvem, certamente, e o mundo parece encontrar alguma paz em meio ao acaso."
Artur de Vargas Giorgi

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