domingo, 12 de dezembro de 2010

31*


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O grito é surdo

O ar que rasga
[Nas pupilas vontade
De nada]

É a palavra que viola a
calma.
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2 COMENTÁRIOS |:

Lara Amaral disse...

Bem pontuado!

Beijo, Leila!

Srta. Clichê! disse...

Me fez lembrar um trecho da Hilda:

"Vontade de não dar sentido algum às coisas, às palavras e à própria vida. Assim como é a vida na realidade ausente de sentido."

"Nomear é possuir, controlar. Pela atribuição do nome, aquilo que antes parecia vagar desprendido de qualquer função e comprometido apenas com uma potência de sentido incerto é trazido para junto de uma ordem, de um poder – de uma violência. Nomeamos a “nuvem”, por exemplo, e assim nos confortamos com o pretenso controle que exercemos sobre essa coisa informe, que logo muda e às vezes some, como as coisas que estão continuamente em trânsito: aquilo lá no céu, vejam, é uma nuvem, certamente, e o mundo parece encontrar alguma paz em meio ao acaso."
Artur de Vargas Giorgi

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