23/11/2009

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Colheres, talheres & pó
Também seda para limpar
___________ Espinhos
O dia acordou com o sol
___________ No dia de hoje
& a chuva apenas chove
___________ Pontualmente
___________ (Na memória)

De que te alimentas,
___________ Meu amor?
Daquilo que trago (tudo) por dentro?
Fígado, estômago & de meu útero
O que trazes, então, entre os dentes?
– E nos olhos teus pânicos
O que te pesam neles sob as íris?

___________ (É em ti que habitam os infernos
___________ Que carrego visceralmente
___________ & por um sopro só eles anseiam
___________ Para que escancarem suas pernas
___________ Sentes medo, amor
___________ De minha toda-energia
___________ Pois se me brota por entre as coxas
___________ Ruir-se-ia tua fortaleza
___________ De afeto-concreto & certeza
___________ Temo da mesma forma teu medo
___________ Nada há de fazer a ti, porém
___________ Que não te lamber palavras em açúcar
___________ & ainda assim não te iludas
___________ Dissolver-se-ão, meu bem
___________ Por entre os orvalhos da primeira noite
___________ Surgida entre os sóis)

– & minhas máscaras se já fizeram
De poeira e água.
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